Para o proprietário de locadora Nilson Lazzarino o prejuízo do segmento é de quase 100% com a comercialização de DVD's piratas. ''As lojas, no geral, têm uma variedade de produtos. Então, quando um produto que revendem é pirateado, os lojistas não sentem tanto, mas as locadoras só têm filmes'', argumentou o comerciante.
Na opinião dele, a concorrência com vendedores ambulantes ou com comerciantes instalados em shoppings populares que revendem CD's e DVD's pirateados é desleal e predatória. ''Eu loco DVD, não vendo. Pago R$ 100 em um DVD de filme e preciso locar esse produto 30 vezes para ele se pagar e para eu, então, começar a lucrar. Uma pessoa que pirateia gasta centavos e tem um lucro de 400%'', lamentou Lazzarino.
Segundo o advogado Josafar Guimarães, que representa 75 videolocadoras em Londrina, quando iniciou os trabalhos para tentar solucionar esse problema de pirataria que está eliminando o segmento, encontrou uma série de dificuldades. ''Primeiro em saber qual é o órgão competente para solucionar esse problema'', comentou Guimarães.
De acordo com o advogado, foram encaminhados vários pedidos à delegacia de Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público, entre outros. Mas o único órgão, segundo ele, que tomou uma atitude foi a Polícia Civil, que abriu inquérito policial para investigar a pirataria de DVD's na cidade.
Conforme Guimarães, é preciso mudar essa realidade, urgentemente, antes que as videolocadoras fiquem mais prejudicadas e fechem as portas. ''A gente entende que existe um problema social que leva muitas pessoas a comercializarem produtos pirateados, elas precisam trabalhar. Porém, se isso não for resolvido, vamos criar outro problema social, com a demissão de pessoas empregadas com carteira assinada, que trabalham em locadoras'', acrescentou o advogado. (E.Z.)

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