Lobby forçou Dixie a fechar acordo
Lobby forçou Dixie a fechar acordo
Por trás da vitória do governador Mário Covas na guerra fiscal, com o acordo assinado na semana passada entre o Estado e a empresa de embalagens plásticas Dixie Toga, que abriu mão de incentivos fiscais concedidos pelo Paraná, há um lobby profissional de uma associação de 25 empresas de pequeno e médio porte. Nos últimos três meses, o lobby buscou uma saída para o que considerava concorrência desleal da Dixie. Antes de pedirem uma solução ao Estado, as empresas cogitaram a mudança para o Paraná ou Goiás.
O personagem central da articulação foi Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq desde 1995, que foi contratado por essas empresas para presidir a Abraflex (Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagens Laminadas), há cerca de 18 meses.
Em novembro, os associados da Abraflex, que nada mais é do que uma dissidência da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens, comandada pelo presidente do Conselho de Administração da Dixie Toga, Sérgio Haberfeld, decidiram entrar na guerra fiscal. Procuraram, em primeiro lugar, o governo do Paraná, atrás dos mesmos incentivos dados a Dixie Toga em 1998.
Oito empresas cogitaram a mudança. Costa, em seguida, procurou o Secretário da Indústria, Comércio e Desenvolvimento de São Paulo, José Aníbal, que soube da articulação do setor. Os empresários pediram incentivos, mas Covas recusou e soube que eles já estudavam a mudança para o Paraná ou Goiás. Se São Paulo quer paz, vai ter de fazer a guerra, propôs Costa ao governador. A partir do decreto de Covas, a Dixie Toga soube que seus clientes poderiam ter de pagar ao Estado de São Paulo o ICMS que não fora recolhido no Paraná.





