Contabilistas, engenheiros e médicos conseguiram junto à Prefeitura de Londrina a revisão do projeto para cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) e podem economizar 90%, em média, com o resultado do lobby. A revisão tem como base a não revogação do artigo 9º do decreto-lei 406/68, que reconhece a existência de sociedades uniprofissionais para efeito de cobrança do imposto.
O contabilista e diretor do Sindicato da classe em Londrina, Carlos Kita, explica que, a partir de 1º de janeiro de 2004, quando o ISS passa a incidir sobre o faturamento bruto de praticamente todas as empresas prestadoras de serviços da cidade, algumas profissões regulamentadas poderão conseguir economizar mais de 90% no ato da cobrança do imposto. ''No modelo proposto pela Prefeitura, não existia a diferenciação para sociedades uniprofissionais. Assim algumas dessas empresas teriam que pagar 3% de seu faturamento em ISS. Com o novo modelo, a economia vai ser muito grande'', diz.
De acordo com a nova regulamentação para o ISS de Londrina, sociedades consideradas multiprofissionais vão pagar, a partir de 1º de janeiro, 3% do faturamento bruto mensal. Nas sociedades uniprofissionais, médicos, veterinários, advogados, dentistas e agentes de propriedade industrial ou artística pagam R$ 75,60 ao mês por profissional. Engenheiros e arquitetos pagam R$ 54,00/mês/profissional e contabilistas, psicólogos e outras profissões regulamentadas pagam R$ 48,60/mês/profissional. Entre os autônomos, advogados, médicos e veterinários pagam R$ 388,80 ao ano e engenheiros e arquitetos pagam R$ 324,00 anuais.

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