Lixo gerado na Expo tem destinação correta
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domingo, 12 de abril de 2009
Edson Pereira Filho<br>Reportagem Local 
A correta destinação dos detritos ambientais gerados com a ExpoLondrina foi uma das preocupações centrais de seus organizadores. Só de restos de alimentos foram produzidos diariamente 12 toneladas nos vários restaurantes da feira. O grande passivo ambiental produzido pela feira foi sendo administrado pela Curica Ambiental, empresa privada especializada em ecaminhar adequadamente todo lixo, como dejetos de animais, plásticos, madeira, restos de alimentos, resíduos hospitalares e industriais.
A feira assusta por seus números expressivos. O faturamento geral projetado de R$ 190 milhões para os dez dias de feira, deixa entrever para menos entendidos em assuntos ambientais, que os resíduos gerados com todo este dinheiro podem atingir proporções incalculáveis. Por exemplo, saíram diariamente do centro de eventos 50 caçambas, totalizando 25 toneladas de esterco de animais misturado com palha de arroz (cama). Passaram pela feira, durante todo evento, cerca de 15 mil animais. ''Estimamos a retirada de 300 toneladas de cama até o final do evento'', tentou calcular o empresário da Curica, Marcelo Oliveira.
Foram produzidos também, mais de 100 quilos de lixo hospitalar, provenientes de seringas descartáveis, gases, remédios produzidos no posto de atendimento médico montado na Feira. Outro dado que chama a atenção, são as 36 toneladas de garrafa PET e outros plásticos recolhidos pela empresa durante todo o evento. O empresário da Curica informa que falta calcular ainda os detritos de madeira, provenientes dos cerca de 550 estandes. ''Só quando desmontarmos os espaços, vamos ter idéia do volume de madeira'', ressalva.
Todo este passivo ambiental teve destino certo: uma área de 1,5 milhão metros quadrados da Curica em Londrina. A empresa conta com equipamentos para separação e tratamento dos resíduos ambientais. ''Estamos preparando outra área de 2,5 milhões de metros quadrados para encaminhar todo passivo ambiental que nos interessa'', informa. Oliveira acrescenta que trata os resíduos e, dependendo de sua natureza, encaminha para à indústria, para agricultores, para construção civil ou para aterros sanitários e industriais, todos ambientalmente controlados.
Destinação correta
A cama dos animais, segundo ele, sofre um processo de compostagem na Curica e depois é vendida para agricultores que utilizam para formação de pasto, plantio de madeira e para agricultura em geral. Já o plástico, é encaminhado para empresas em São Paulo, que fabricam isolantes de material elétrico (tubos, tomadas, espelhos), mangueira e tubo de PVC, cerca elétrica para animais.
Para o lixo hospitalar, é feito a autoclavagem, quando os detritos são colocados numa câmara e recebem um tratamento de 400 mil graus, destruindo qualquer presença de bactérias. ''O lixo hospitalar vai para um aterro adequado'', ressalva. O empresário informa ainda, que a madeira, com o desmonte dos estandes, será triturada e vendida para aquecer caldeiras de cervejarias.
Ele explica que o lixo orgânico produzido pelos restaurantes, depois de separado dos materiais plásticos numa esteira de segregação da Curica - vai para a compostagem onde é transformado em adubo. ''Vendemos o adubo para agricultores e outros interessados'', afirmou Oliveira.
Destino certo
Volume de lixo produzido na ExpoLondrina:
✔ 300 toneladas de degetos produzidos pelos 15 mil animais que passaram pela feira
✔ 50 caçambas de dejetos misturados com palha de arroz saíram toda madrugada do parque
✔ 120 toneladas de alimentos jogados nas lixeiras dos restaurantes (restos de batata, cocada, refeições, lanches entre outros) durante os dez dias do evento
✔ 36 toneladas de copos plásticos e garrafas PET (entre outros) foram gerados até o final da feira
✔ 400 mil pessoas, é a estimativa de público
✔ 300 gramas é a média que cada visitante produziu de lixo alimentar na feira
✔ 100 quilos de lixo hospitalar foram produzidos até o final do evento
✔ 550 estandes de madeira serão desmontados e a madeira encaminhada para indústria cervejeira
Fonte: Curica


