‘Livro Bege’ indica alta de juro
Arquivo FolhaSINAL DE ALERTAAlan Greenspan, presidente do Fed: ‘‘O crescimento econômico vem sendo forte demais para que o banco central se sinta confortável’’
Gerard Baker
de Washington
As empresas dos Estados Unidos estão encontrando evidências de forte pressão salarial. Essa é a conclusão desta semana do Livro Bege, o relatório de pesquisa do Federal Reserve (banco central norte-americano) sobre as condições econômicas nas 12 divisões regionais de operação do banco. A evidência de pressões de alta salarial pode ser um importante fator na decisão do Fed de aumentar as taxas de juros durante a próxima reunião do comitê, marcada para 16 de novembro. ‘‘O crescimento econômico vem sendo forte demais para que o banco central se sinta confortável’’, disse Alan Greenspan, presidente do Fed, nesta semana.
O Livro Bege é compilado aproximadamente uma vez a cada seis semanas pelas unidades distritais do banco central e publicado duas semanas antes das reuniões do comitê que define a política monetária norte-americana. Os mercados financeiros vêm antecipando um aumento de 0,25% nos juros de curto prazo, mas espera-se que a decisão em relação a isso seja tomada por pequena maioria.
Greenspan lembrou que o crescimento econômico vem sendo forte demais. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 4,8% no terceiro trimestre do ano, em relação a um ano. Ainda assim, é o relatório sobre as condições do mercado de trabalho em outubro que provavelmente se provará crítico para decidir as ações do Federal Reserve durante a reunião de 16 de novembro.
Se o desemprego tiver voltado a cair, ou se surgir qualquer evidência de crescimento sustentado das rendas pessoais, aumentam as chances de uma alta nos juros. Depois da divulgação dos números sobre o emprego, o Fed também terá chance de estudar os dados do índice de preços ao consumidor e ao produtor, antes da reunião do comitê. Os dois relatórios – sobre o emprego e os índices de preço ao consumidor – serão as bases de análise de Greenspan. Com isso em mãos, ele deve fechar sua proposta para defender os rumos da taxa de juros na reunião do dia 16.

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