Livrarias estocam e baixam preços
Pais e alunos podem ter uma boa surpresa na compra do material escolar este ano: alguns produtos chegaram a ter queda no preço. É o caso dos cadernos universitários e do papel sulfite. Em Londrina, livrarias e papelarias já estão com o estoque preparado para o aumento nas vendas. O consumidor também conta com horário especial para comprar material na Cidade. Desde a semana passada, esse tipo de comércio está funcionando das 8h às 19h durante a semana, e das 9h às 16h, aos sábados.
Na livraria Paraná, a proprietária Almeceir Horácio Espiridião afirma que este ano comprou mais material com menos dinheiro. Almeceir calcula que os preços tenham caído cerca de 10% em média. Segundo ela, se as vendas forem iguais aos do ano passado, já será excelente. Um caderno pequeno, brochura, de 48 folhas, custa R$ 0,28.
Almeceir explica que o estoque está maior porque há mais diversidade de produtos. No ano passado, por exemplo, ela diz que havia cinco tipos de capas de caderno. Este ano, há 15 tipos e muitas marcas novas. O consumidor vai ter mais opções e preços menores. As condições de pagamento também foram facilitadas pelos fornecedores, o que implica vantagem para o cliente.
Na livraria Bom Livro, as vendas já começaram a crescer. Mas é na próxima semana que deve esquentar mesmo, diz a responsável pelo setor de compras, Ilda Rodrigues Pereira. Ela afirma que os cadernos estão com preços realmente baixos.
Na livraria Acadêmica, pais e alunos já iniciaram a procura por material escolar. Se o preço dos cadernos baixou, o dos livros didáticos cresceu um pouco, no máximo 7%. No fim, considerando o que baixou e o que subiu, os preços estão equivalentes aos do ano passado, afirma o sócio-gerente Roberto Fujita.
O dono da papelaria Kreppel, Celso Afonso de Oliveira, informa que a procura já aumentou em 10%. No início das aulas, deve crescer ainda mais. Oliveira diz que de modo geral os preços estão estabilizados. Os modelos de cadernos tradicionais estão até mais baratos. Alguns fabricantes sofistificaram um pouco algumas linhas para poder vender mais caro. Mas o consumidor tem várias opções.
Na papelaria Central do Relojão, o sócio-proprietário Urias Alves afirma que o estoque está cerca de 20% maior que o de 97. Se eu vender como no ano passado, fico contente porque em 97 o movimento foi grande. Mas quero, é claro, vender mais. Ele diz que os preços dos cadernos estão estabilizados, mas bem menores que há dois anos.
Na Lojas Americanas houve expansão de 25% no sortimento de produtos nas 110 lojas do País. O diretor de compras, Luiz Meisler, afirma que a rede acredita que as vendas sejam 10% maiores que as do ano passado. Essa previsão otimista deve-se a estabilização da economia e aos planos do governo na área de educação, que buscam ampliar o período letivo e a presença de alunos de famílias de baixa renda nas escolas.





