Livrarias apostam em crescimento
De todo o potêncial de vendas divulgado pelo Ibope, o principal canal de comercialização dos livros no País são as livrarias. Os números da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Fipe apontam uma participação, em 2009, de 82,62% desse tipo de comércio, o que corresponde a mais de 188 milhões de exemplares vendidos. A estratégia das grandes livrarias hoje é apostar não apenas nas obras literárias, mas também em CD's, DVD's, videogames, presentes, equipamentos de informática e até cafés.
Marcos Pedri, diretor comercial das Livrarias Curitiba - com 18 lojas em São Paulo, Santa Catarina e Paraná -, relata que o grupo vendeu no ano passado 2,4 milhões de exemplares e que a expectativa até o final de 2011 é ampliar as vendas em mais 13%. ''As vendas de apenas um produto não sustentam mais uma livraria. Hoje, quem consome cultura, vai até uma livraria. Este formato está no Brasil desde 1995'', comenta Pedri.
O diretor relata que os principais clientes são das classes A, B e C. Entretanto, Pedri salienta que o preço não é impedimento para atingir as classes com menor poder aquisitivo. ''É uma questão cultural que precisamos trabalhar. Ao invés do consumidor gastar com outro produto, ele compraria um livro. Vale lembrar que hoje há excelentes títulos por R$ 9,90''. O diretor relembra outra pesquisa realizada pela CBL, que aponta que o brasileiro lê em média cerca de três livros por ano, enquanto em países desenvolvidos o número chega a oito livros.
Já Leide de Salles, gerente da livraria e papelaria Bom Livro, que possui cinco lojas em Londrina e Maringá, comenta que a loja atende principalmente pessoas das classes A e B, entre 20 e 50 anos. Ela explica que o faturamento da loja é 50% da venda das obras e 50% da papelaria e espera um crescimento de 30% para este ano. ''Temos clientes fieis que sempre procuram novos títulos. Os obras que estão em alta no momento são os livros infanto-juvenis, de negócios e auto-ajuda'', completa ela. (V.L.)





