Agência Estado
O álcool combustível que em julho chegou a ser vendido até a R$ 0,36 no interior de São Paulo, ontem era vendido de R$ 0,69, à vista, a R$ 0,77 a prazo. Os aumentos se intensificaram nos últimos dias, depois que o governo divulgou as normas de incentivo à produção do carro à álcool.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Bauru, Davilço Graminha, disse que o aumento na bomba é apenas o reflexo do reajuste médio de R$ 0,10 no litro do álcool, promovido pelas usinas da região. Segundo o sindicalista, nos níveis atuais do mercado o preço do álcool hidratado em Bauru deverá situar-se entre R$ 0,67 e R$ 0,69. As distribuidoras de combustíveis têm entregue o produto aos postos a preços que vão de R$ 0,48 a R$ 0,53.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Jaú, Paulo Brandão, que tem participado das negociações com o governo para a revitalização do álcool como combustível, disse ontem que o aumento de preços não é nada estranho. ‘‘O preço só foi muito para baixo em razão do excesso de estoque e de promoções, mas isso é algo temporário; não é justo o litro de gasolina custar R$ 1,25 e o álcool ficar a R$ 0,40. O que nós precisamos é de uma política para o setor’’, disse, lembrando que na época do seu lançamento o Proálcool fixava o preço do álcool em até 75% do da gasolina.
Brandão lembra que o carro a álcool de hoje é muito diferente daquele que conhecemos nos anos 80, tanto pelo consumo como pelo desempenho e que, queimando álcool nossa frota economiza divisas para o País.

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