Curitiba - Como o Litoral pode se preparar para atrair investimentos do pré-sal? Há disponibilidade de espaço para abrigar empresas do setor? Como tratar a questão ambiental? Questões como essas foram a temática de reunião, realizada ontem, pela Câmara de Petróleo e Gás, articulada pela Federação da Indústria do Estado do Paraná (Fiep). O encontro foi a sétima etapa do fórum de discussões, criado com objetivo de facilitar o entendimento entre empresas e governos e viabilizar emprendimentos no Estado com vistas ao pré-sal.
Segundo o economista Jean Carlos Alberini, coordenador da Câmara, a idéia é transformar o Litoral em um polo de apoio para a exploração do pré-sal na Bacia de Santos. Em reuniões anteriores da Câmara foi detectado o potencial das cidades de Antonina e Pontal do Paraná. Em Antonina, cujo porto tem calado pequeno e localização geográfica estratégica, a idéia é criar um centro industrial de fornecedores de componentes e peças para as atividades de extração.
Já Pontal do Paraná, que possui uma profundidade de até 14 metros, superior até mesmo ao Porto de Paranaguá, teria capacidade para abrigar estaleiros para construção naval, apoio marítimo e bases de exploração de petróleo e gás. Para isso, na reunião anterior da Câmara, o presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Mario Lobo, tinha retomado os planos de instalação de um novo terminal portuário em Pontal. O governador Orlando Pessuti, segundo Lobo, já teria orientado a Appa no sentido de viabilizar o empreendimento por meio de parcerias com o setor privado interessado.
Os desafios, de acordo com Alberini, vão desde investimento em infraestrutura, logística, capacitação de mão de obra, regulamentação e, principalmente, a questão ambiental. O prefeito de Antonina, Carlos Augusto Machado destacou que o município tem muitas áreas frágeis, que dependem de liberação ambiental. Por isso, a intenção é negociar com a Appa e governo do Estado a destinação do atual porto para estes investimentos.
O prefeito de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes, por sua vez, reclamou da indefinição de órgãos estaduais e federais ambientais para a instalação do porto na cidade. ''Temos o melhor calado, estamos na porta do gol, na frente de onde passam os navios para Paranaguá, e os órgãos ambientais só dizem que há dificuldades, mas não mostram o que devemos fazer'', reclamou.

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