Rio - O presidente da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, disse que a Litel - empresa que reúne fundos de pensão liderados pela Previ - agregou US$ 250 milhões em valor na sua posição na Valepar após a conclusão, na quinta-feira, da sua elevação de 41,7% para 49% de participação no capital ordinário da holding que controla a Companhia Vale do Rio Doce.
Segundo ele, esse montante é a diferença entre o valor de mercado e o valor de controle da companhia e toma como referência o valor de mercado das ações da Vale e avaliação feita pela empresa de consultoria Merril Lynch. Tarquínio explicou que somente a Previ agrega US$ 140 milhões em valor na operação.
Ele disse que a operação concluída na última quinta-feira começou a ser delineada no início deste semestre e é parte do processo de reestruturação da carteira de siderurgia e mineração da Previ, que tem participação de 78% na Litel, que reúne ainda Petros, Funcef e Fundesp.
''A operação facilita o processo de busca de maior liquidez para os fundos no negócio, já que agrega valor à carteira da Litel e favorece os fundos'', disse. Tarquínio negou que a operação tenha qualquer ligação com a mudança de governo, como chegou a ser especulado no mercado. Mas admitiu que uma das principais tarefas da próxima diretoria da Previ será concluir o processo de reestruturação dos investimentos do fundo de pensão, inclusive na área de siderurgia e mineração.
A decisão de ampliar a participação da Litel na Valepar foi tomada por unanimidade em assembléia geral extraordinária da holding. Com a operação, a Litel passa a ter direitos de veto na Valepar, fator que é considerado por Tarquínio como um dos principais benefícios para os fundos no negócio.

mockup