Brasília – A partir de abril, o Banco Central vai divulgar na Internet (www.bcb.gov.br) a lista dos dez bancos e dez consórcios com maior volume de reclamações de clientes. A apuração será feita durante o mês de março e a lista estará disponível até o dia 15 de abril e será revista mensalmente de acordo com os dados da central de atendimento do BC.
O diretor de Normas do BC, Sérgio Darcy, afirmou que o objetivo é melhorar as estatísticas para excluir reclamações improcedentes. A lista deverá trazer informações como o número de agências, clientes, reclamações e prazos que os bancos levam para atender às solicitações dos clientes. Em 2000, o BC recebeu 24.099 reclamações de clientes bancários e 633.288 pedidos de informações. Em 2001, as estimativas são de que foram recebidas 22 mil reclamações, com 500 mil pedidos de informações.
Os números do ano passado não estão fechados porque o BC teve problemas na apuração dos números dos últimos três meses do ano. Mas, apesar disso, a estimativa feita pelo BC mostra que a situação não mudou muito depois que o Código de Defesa do Consumidor Bancário entrou em vigor. ‘‘Não estamos satisfeitos com o número de reclamações, queremos reduzir esse indicador’’, afirmou a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi.
O código é de julho de 2001, mas só passou a ter validade em outubro. Segundo Grossi, a central de atendimento tem se portado de forma ágil e competente e é natural que, depois do código, mais consumidores tenham procurado as centrais. Ela disse que 95% das reclamações são atendidas em até dois dias e os 5% restantes são direcionados para a Fiscalização, porque são questões mais complexas.
Além de dar publicidade aos nomes de bancos com mais reclamações, o BC poderá, segundo Darcy, exigir que os bancos tenham um diretor responsável pelo atendimento bancário. O diretor informou que a proposta será levada a uma reunião de diretoria do BC em fevereiro.
Até o final de fevereiro deverá ser lançada também uma cartilha com os direitos do consumidor bancários. ‘‘O BC quer disseminar as informações sobre os direitos do consumidor’’, afirmou Darcy.

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