Lista de ex-tarifários é criticada
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de dezembro de 1997
Agência Folha São Paulo 
A nova lista de ex-tarifários, bem menor do que a anterior, não agradou aos setores industriais que planejam pesados investimentos para os próximos anos. A divergência entre as indústrias de máquinas e outros setores que importam regularmente esses produtos ficou explícita. Pedimos ao governo uma série de produtos para serem incluídos na lista, mas somente 40 foram aceitos, afirma Guilherme Duque Estrada de Moraes, vice-presidente da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química).
Segundo o dirigente, a nova lista representou um avanço em relação à situação em vigor desde julho, quando o regime de ex-tarifários foi suspenso. No entanto, afirma, a lista ficou aquém do esperado. As indústrias químicas, em todas as suas ramificações, prometem investir cerca de US$ 5 bilhões até o ano 2000, de acordo com estimativas da Abiquim.
Nesse montante estão incluídos projetos de modernização de fábricas que necessitam de equipamentos e máquinas com tecnologia estrangeira.
O setor de celulose e papel é a favor de uma lista de ex-tarifários ampla, afirma Boris Tabacof, vice-presidente da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel) e diretor do Departamento de Economia da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Segundo Tabacof, o problema maior é determinar com precisão os produtos que têm similar nacional ou não. É uma faixa cinzenta, diz. As empresas de papel e celulose podem investir até US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos para manter a nossa competitividade e temos interesse em uma lista justa, finaliza.


