Brasília- O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, tentou minimizar um possível questionamento, na Justiça, da lista de 106 fazendas consideradas aptas a fornecer animais para frigoríficos que abastecem a União Européia (UE). ''Não cabe perder tempo e dar trabalho aos juízes'', disse ele ao ser indagado sobre a possibilidade de federações de agricultura, sindicatos rurais e associações de produtores entrarem com um mandado de segurança contra a lista.
Ele voltou a afirmar que a lista foi elaborada com base em critérios técnicos. A tentativa de suspender a lista partiu do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que na última quarta-feira apresentou, em Brasília, o texto de um mandado de segurança coletivo. Segundo o parlamentar, a lista é discriminatória. ''A lista é uma agressão e o mandado é uma tentativa de suspendê-la'', disse o parlamentar. O texto foi repassado pelo deputado aos representantes de pecuaristas nos Estados habilitados para venda para o bloco: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais.
Até ontem, Caiado não havia definido contra quem o mandado seria impetrado, já que não se definiu quem é responsável pela elaboração da lista: o ministro ou o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz. ''Não sei quem assinou a lista'', disse o deputado. O deputado goiano tem criticado a postura do Ministério da Agricultura nas negociações com a UE, que suspendeu as importações de carne bovina in natura do Brasil em 1º de fevereiro.

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