Liquidações atraem consumidor em Londrina
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domingo, 06 de fevereiro de 2005
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Quem esperou o sábado de Carnaval para aproveitar as liquidações de verão no comércio em Londrina precisou de paciência e pernas. O centro da cidade estava bem movimentado durante a manhã e a expectativa dos comerciantes era, no mínimo, manter o mesmo fluxo à tarde. As lojas de roupas e calçados eram as mais procuradas devido à urgência na troca das coleções.
O clima e o feriado prolongado mantiveram a loja de Júlia Sato Ribeiro cheia nos últimos dias. Segundo ela, o preço competitivo também influenciou nas vendas da moda praia que está acabando. ''A lingerie terá que sustentar o negócio o resto do ano'', espera a comerciante. Para Rachid Ali Zebian, sócio-proprietário numa loja de calçados, o faturamento de ontem estava razoável. ''Se o pagamento já tivesse saído seria muito melhor'', acredita Zebian. Na sua opinião, a abertura das lojas aos sábados depende muito do mês. ''Janeiro, fevereiro e março não compensa abrir mais que um. No entanto, maio e dezembro poderia abrir todos os sábados porque a demanda é grande'', justificou.
O médico Edmir Goi, de Francisco Beltrão, aproveitou a visita familiar para conferir as ofertas no Calçadão. Comprou um par de sapatos porque o preço era atrativo. A dona de casa Rosângela Georgeto e a filha Mayara procuravam biquinis e bermudas para curtir as férias da família na praia. ''Vamos para Santa Catarina na quarta-feira'', explicou a mãe que espera a folga do marido e dos filhos para sair às compras. Apesar do tumulto, Rosângela acredita que vale a pena aguardar as promoções do final de estação. ''Basta ter paciência e disposição para economizar um pouco'', aconselha a dona de casa. O economista aposentado Gilberto Benedito de Matos não se prende à época para comprar o que necessita. Ontem, ele saiu às ruas para procurar um sapato para a esposa porque na próxima semana ambos estarão viajando. ''Se a pessoa tiver dinheiro disponível tem muita coisa com preço bom'', admite.
A trégua dada pela chuva favoreceu os comerciantes que precisam esvaziar rapidamente seus depósitos e renovar as vitrines para a mercadoria encomendada. Mas é preciso correr para encontrar peças coringas com descontos de até 60% em alguns casos.


