Curitiba A liquidação do Banco Santos, determinada pelo Banco Central, pode deixar um rastro acima de R$ 350 milhões no Paraná. Esse é o tamanho do rombo estimado por parlamentares que estão tentando obter informações sobre as aplicações de fundos de pensão da Fundação Copel, Sanepar, Emater, Itaipu, Urbs, Cohab e CIC.
Os deputados Neivo Beraldim (PDT) e Tadeu Veneri (PT) estão entrando com pedidos de informações junto às instituições vinculadas ao governo estadual para saber se elas conseguiram desbloquear as aplicações dos fundos de pensão dos funcionários das empresas estatais. Eles esperam a resposta dentro de cinco dias úteis.
A maior preocupação dos deputados é com relação às aplicações da Fundação Copel, que teria aplicado R$ 210 milhões em debêntures, operação feita junto Banco Santos. Segundo Beraldim, são recursos públicos pertencentes aos 10.500 funcionários da Copel, que recolhem mensalmente para a formação do fundo previdenciário. A aplicação dos recursos dos funcionários da Copel, no Banco Santos, foi motivo de denúncia feita pelo banco Itaú, mais tarde investigada pela empresa de consultoria Kroll.
A intervenção no Banco Santos foi decretada em novembro do ano passado, e as aplicações foram bloqueadas. Na época, os deputados da oposição já tinham apresentado requerimento pedindo informações sobre as aplicações das empresas do governo naquele banco. Algumas instituições como fundação Sanepar e Emater informaram que conseguiram desbloquear suas aplicações. Beraldim quer informações oficiais para elaborar um diagnóstico completo, porque a liquidação do banco agravou ainda mais a situação das fundações.
O rombo estimado do banco é de R$ 2 bilhões. Os correntistas podem retirar até um limite de R$ 20 mil. O liquidante do BC, Vânio César Aguiar, informou que o patrimônio do banco será vendido para pagamento das dívidas.
A diretoria do BC também decidiu ontem autorizar o liquidante do Banco Santos a pedir ao Judiciário a decretação da falência da instituição que pertencia a Edemar Cid Ferreira. ''Este é um procedimento normal que adotamos em todas as liquidações'', disse o diretor de Liquidações do BC, Antonio Gustavo Matos do Vale.

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