Linhas de crédito nos bancos ficam suspensas
Ainda abalada pela indefinição do mercado financeiro da semana passada, a maioria dos bancos preferiu esperar mais alguns dias antes de liberar as linhas de créditos a pessoas físicas e empresas. Os empréstimos foram suspensos na sexta-feira após a alta nas Bolsas de Valores brasileiras.
Tanto o Banco do Brasil quando a Caixa Econômica Federal não acreditam que a suspensão temporária das operações de crédito de suas carteiras comerciais prejudiquem demasiadamente os clientes. O argumento é que o atual patamar das taxas de juros age como um inibidor dos empréstimos. A cautela dos bancos também é explicada como um temor pelo aumento da inadimplência. Nem o cliente quer pagar uma taxa exorbitante, nem o banco quer emprestar, com medo da inadimplência, disse um técnico. A suspensão das operações de crédito comerciais significa a não liberação de empréstimos de curto prazo, empréstimos pessoais e capital de giro para as empresas.
O Banestado só deverá começar a liberar as linhas de crédito amanhã, quando haverá uma melhor definição sobre o comportamento do mercado financeiro. A Diretoria de Finanças do banco determinou a suspensão com receio de que os tomadores de dinheiro não conseguissem honrar o pagamento dos empréstimos. O juro no cheque especial do Banestado saltou de 9,8% para 11,04% ao mês.
O Banco do Brasil também manteve desativada a quase totalidade das linhas de crédito no Paraná. A assessoria de imprensa do banco informou que os financiamentos serão retomados aos poucos, conforme a liquidez de cada opção. Apenas o Pronaf (Programa Nacional de Apoio a Agricultura Familiar) foi mantido. O juro no cheque especial do Banco do Brasil foi fixado em 12% contra os 6,9% da semana passada. Esta taxa é para quem recebe salário pelo banco. Quem não tem a conta-salário teve o juro no cheque especial reajustado de 7,95% para 12%. (C.M. e AE)





