Linha de montagem vai ter 18% de mulheres
Dos 280 funcionários contratados pela Chrysler para trabalhar na linha de montagem da picape Dakota, na nova fábrica de Campo Largo, no Paraná, 18% são mulheres. As 50 trabalhadoras estão espalhadas pelas 28 células (equipes de funcionários) encarregadas da montagem do veículo. Elas participam de todas as fases da operação, desde a pintura até a colocação de bancos e painel de instrumentos. Não há funções reservadas apenas para os homens dentro da fábrica.
Não temos conhecimento de um percentual tão grande de mulheres na linha de montagem em outra fábrica de veículos no País, diz Selma Paschini, diretora de Recursos Humanos da Chrysler do Brasil. Nem a Anfavea, a associação que reúne as montadoras, nem o Dieese - Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Sócio-Econômico - têm estudos sobre a presença das mulheres metalúrgicas na linha de produção de veículos.
Mas pelo menos duas das maiores fábricas de veículos do País - a Fiat, de Betim (MG), e a Ford, de São Bernardo (SP) - não têm mulheres trabalhando nas linhas de montagem. Para ser mais exato: segundo número fornecido pela assessoria de imprensa da Ford, apenas uma mulher trabalha na linha de montagem de São Bernardo, que possui 6.500 metalúrgicos. A situação é um pouco diferente na fábrica de caminhões da própria Ford, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Lá existem 85 mulheres na produção, 4,8% do efetivo de 1.750 pessoas. Em todas as fábricas da Volkswagen no País, apenas 567 mulheres trabalham diretamente na produção, o que representa 2,3% do total (24.184 funcionários).
Segundo Paschini, o aumento das mulheres na produção de veículos é possível porque o trabalho exige cada vez menor esforço físico.





