Linha branca deve focar classes média e baixa
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Fábio Galiotto <br> <br> Reportagem Local 
Vender eletrodomésticos da linha branca para as classes média e baixa é o desafio da indústria, segundo estudo sobre consumo da Nielsen. São 30% dos lares brasileiros com apenas uma ou duas das cinco principais categorias de produtos, representadas por geladeira, fogão, lavadora de roupas (automática), micro-ondas e tanquinho (semiautomático). E a maioria destes estão entre os de menor poder aquisitivo.
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca permite que a indústria do setor projete crescimento de 15% nas vendas neste ano sobre 2011, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletro). Com a comercialização em alta e a vida útil próxima a dez anos para a maioria dos eletrodomésticos, o desafio é tornar os produtos mais acessíveis para as classes C, D e E no Brasil, de acordo com a Nielsen.
É nestas classes que está a maior fatia de lares sem lavadora automática, por exemplo. Entre a A e a B, 90% contam com o produto em casa. Na C, o número cai para 60% e, na D e na E, para 20%. O coordenador de Homescan (pesquisa em residências) da Nielsen, Jefferson Silva, afirma que as indústrias têm de descobrir como disponibilizar produtos mais práticos e de maneira mais acessível. ''As classes mais baixas não conseguem comprar à vista e a parcela precisa estar dentro da capacidade dela de pagamento'', explica.
Geladeiras, com 98%, e fogões, com 95%, são os produtos com maior penetração no mercado. Lavadoras automáticas e micro-ondas estão em 53% das casas e os tanquinhos, em 39%. ''Somente quatro categorias estão presentes em mais da metade dos lares, o que mostra que há um grande mercado a ser desenvolvido'', diz Silva.
Cheiro de novo
A Nielsen identificou ainda o interesse do consumidor pela substituição de produtos que tem em casa. Segundo a pesquisa, até 7% pretende trocar o eletrodoméstico antigo por um novo em seis meses.
Geladeira e fogão, os mais presentes nas casas, também são os mais velhos, com idade próxima aos seis anos. No caso do micro-ondas, da lavadora automática e do tanquinho, os itens são mais novos, com pouco mais de quatro anos desde a compra.
O estudo representa a situação de 43 milhões de lares barasileiros e é feita por meio de pesquisa contínua sobre consumo, para identificar os hábitos de cada residência. A cada 15 dias, são feitas visitas aos participantes da amostra por funcionários da Nielsen. A empresa ainda pesquisou a presença de mais 12 produtos, como purificador de água, aspirador de pó, freezer e lava-louças, entre outros. Porém, a empresa não divulga os números sobre todos os itens da pesquisa.
Sobre as classes socioeconômicas, a Nielsen considera que a A e B representem 20% do total, a C fique com 43% e a D e a E, com 37%. (Com Agência Estado)



