Lindas e delicadas, há presente melhor?
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quinta-feira, 11 de maio de 2006
Eli Araujo<br> Reportagem local 
Durante esta semana, todo apelo publicitário se voltou para o Dia das Mães, um sinal de que a relação mãe e filhos permanece em alta, mesmo com o corre-corre do dia-a-dia. E hoje, quando as floriculturas abrirem suas portas, estarão iniciando a contagem regressiva para as comemorações. O curto período de três dias é a época de maior movimento para o setor em todo o ano. As lojas especializadas no assunto ficam mais exuberantes para fazer jus à sensibilidade de seus clientes.
Toda esta performance é resultado do trabalho que começou há algumas semanas com o planejamento de compras junto aos produtores para melhor atender aos anseios de filhos cuidadosos.
A família do comerciante Márcio Quinteiro tem uma floricultura há 25 anos. Nos primeiros dias desta semana, ele achou que o movimento não estava bom, mas tinha certeza - por experiência própria, que iria melhorar: O Dia das Mães é uma data especial; a gente trabalha a semana toda para vender bem em dois dias, o sábado e o domingo, afirma. Márcio observa também que a preferência dos filhos mudou um pouco nos últimos anos: Hoje, não vendemos tantas rosas como antigamente e sim de tudo um pouco.
A dona Yda Masaki Pozza, proprietária de uma floricultura, recomenda aos filhos e maridos que façam suas encomendas o quanto antes possível: Quando a gente antecipa as compras, evita problemas e fica sossegada. Mas ela reconhece também que o brasileiro deixa tudo para a última hora e assim corre o risco de enfrentar filas ou tumultos, afirmou.
A comerciante Sílvia Alves de Melis sempre compra flores para o Dia das Mães. No meio desta semana ela foi visitar algumas floriculturas acompanhada de sua mãe. E disse que antes de comprar estava fazendo uma pesquisa de preços e também observar o que a mãe realmente queria: Eu sei que ela gosta de flores e para ficar do seu agrado, veio junto para escolher.
A mãe de Sílvia é a aposentada Miriam Dada de Melis. Eu gosto muito de receber flores no Dia das Mães, afirmou, admitindo que tem uma queda especial pelas orquídeas. Ao observar uma delas, ficou admirada: Está tão firme que até parece artificial.
A estudante Bárbara Senedesi, 23 anos, passou vários minutos olhando os produtos e consultando preços em uma floricultura. Está difícil escolher porque tem bastante variedade, disse. Ela não fez a compra na hora em função do preço, mas garantiu que o dia não vai passar em branco: A minha mãe gosta muito de receber flores e todo ano eu compro um presente e uma flor junto para ela.
O comerciante José Mário Munhoz, 59 anos, também visitava uma floricultura: Eu sempre compro flores e mais algumas coisas para minha mãe; ela fica muito feliz, afirmou. Ele disse ainda, orgulhoso, que a mãe está com 81 anos e ainda trabalha. (Mãe e filho são proprietários de uma casa de massas).
E a dona Yda, da floricultura, acha que a data deve mesmo ser bem valorizada pelos filhos. Segundo ela, dar flores para as mães é um gesto muito carinhoso; a mãe é a pessoa chave e mais importante de nossa vida; e elas merecem.


