Brasília - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, destacou, ao anunciar os novos números, que ''o importante da luta contra a inflação é conseguir inflação baixa com crescimento''. Segundo o ministro, essa meta é compatível com um crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, conforme previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Com a mudança estabelecida pelo CMN, a inflação do ano que vem poderá variar entre 3% e 8%. ''Vamos buscar a meta central de 5,5%. Não é para ter tolerância. Ela é possível'', disse o ministro, rebatendo a tese de que o governo poderia orientar a política de juros com base num valor acima do ponto central da meta.
Na avaliação de Palocci, a nova trajetória para a inflação não é o que determinará uma queda mais acentuada das taxas de juros. ''Tudo depende não só do Copom'', disse. ''Depende de como a economia se comporta olhando para o futuro e coordenando suas expectativas, medidas e planejamento. Acreditamos que o comportamento da política monetária deve se adequar a esse movimento, ou seja, ela seria mais austera se não houvesse a convergência da curva'' comentou.''

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