O governo quer ampliar o acesso ao financiamento de imóveis adquiridos com recursos do Fundo de Garantia, por enquanto restrito a quem tem renda de no máximo R$ 1.560,00 e limitado a R$ 34,8 mil. Pelas normas que estão sendo propostas e serão analisadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia amanhã, a renda máxima do comprador individual para acesso a esses financiamentos seria ampliada para 20 salários mínimos (R$ 2,6 mil) e o valor do financiamento, para até R$ 43,4 mil.
Assim, que ganha acima de R$ 1.560,00 e até R$ 2,6 mil passa a ter acesso a um crédito mais barato, com juro de 8% ao ano, em vez dos 12% cobrados no SFH. Poderá vir a ser autorizado, também, o financiamento integral de imóvel avaliado em até R$ 43,4 mil. O valor máximo de avaliação foi mantido em R$ 62 mil.
Essas novas condições valem para o crédito associativo e deverão ser estendidas também aos compradores individuais de imóveis em fase de construção. Com isso, pelas propostas da Caixa, poderá ser liberada a contratação de financiamento do FGTS por quem já é proprietário de imóvel ou possui financiamento do SFH. O advogado Ronaldo Bertaglia diz que essa opção é vantajosa parcialmente, porque o comprador vai pagar juro mais baixo que o cobrado nos empréstimos do SFH, mas não poderá usar seu Fundo de Garantia na compra, se o segundo imóvel estiver localizado no mesmo município.
A possibilidade de contratação de um seguro habitacional mais barato poderia beneficiar os compradores. No entanto, essa vantagem poderá ser anulada se o Conselho Curador do FGTS vier a aprovar a adoção do Sistema de Amortização Crescente (Sacre) nesses financiamentos. Nesse caso, o comprador terá de comprovar uma renda familiar mais elevada, porque a prestação inicial será até 30% maior que a calculada pela Tabela Price, adotada nos contratos atuais.
Outra novidade que também poderá prejudicar os mutuários é a mudança da garantia contratual para alienação fiduciária. O problema aí é que, se o mutuário atrasar o pagamento da prestação, perderá o imóvel.

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