O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Assuero Veronez, criticou ontem o decreto que regulamenta o uso do fogo nas atividades agropecuárias. Ele afirmou que os produtores deverão ter novos custos com as medidas anunciadas.
Ele disse que, apesar de alguns pontos positivos - como a criação de brigadas para combate a incêndios -, o caráter punitivo das novas medidas poderá acarretar multas, processos judiciais e até mesmo prisão.
Veronez queixa-se também da ampliação de três para seis metros na largura do aceiro obrigatório em volta das áreas de preservação permanente, a proibição do uso do fogo até uma distância de 15 metros nas laterais das rodovias federais e estaduais e nas ferrovias, além da proibição de queimadas num raio de 11 quilômetros em volta dos aeroportos. Ele argumenta que os aeroportos geralmente já estão fora das cidades e que a impossibilidade de usar essa área circundante vai restringir muito a produção nas fazendas vizinhas.

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