A sorte é que a época não favorece tumulto como seria provável no início do mês. Mesmo assim, dezenas de pessoas gastaram mais tempo para resolver suas pendências. A aposentada Thie Oia, por exemplo, sabia da greve, mas arriscou perder a viagem do Jardim Lindóia (zona norte) ao centro para tirar dúvidas no setor de penhor da Caixa.
Na agência Calçadão do Banco do Brasil apenas um caixa eletrônico fazia depósitos. Na fila formada à sua frente estava o professor de educação física Maurício Fernandes que pretendia abastecer sua conta para futuros débitos. Sua dica para evitar aborrecimentos nesse período é diminuir a emissão de cheques e a necessidade de depósitos. ''Acho que a greve é justa porque o salário dos bancários, realmente, está muito baixo e o lucro dos bancos é cada vez maior. Mas acredito que eles deveriam oferecer uma alternativa para a população que depende desse serviço'', reclamou. Os clientes do Bradesco foram os únicos que não sofreram com a paralisação porque o banco conseguiu uma liminar para continuar funcionando e proibiu os manifestantes de aproximarem-se das agências.
Os bancários reivindicam acréscimo de 25% (6,7% de reposição inflacionária e o restante de aumento real) no salário e elevação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 5% para 8% do lucro líquido dos bancos. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), por sua vez, oferece aumento de 8,5%, PLR de 80% do salário mais R$ 705,00, cesta básica de R$ 217,00 e um adicional fixo de R$ 30,00 para os funcionários com salário de até R$ 1,5 mil. (B.R.)

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