Liminares adiam pico anual da inflação
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quarta-feira, 09 de julho de 2003
Agência Estado 
São Paulo O pico da inflação no ano, que sazonalmente ocorre entre meados de julho e fim de agosto por conta dos reajustes das tarifas públicas e preços monitorados pelo governo, poderá, este ano, ser adiado para o período entre final de julho e começo de setembro, ou até mais para frente. A previsão é do economista Aquiles Mosca, do Departamento Econômico da ABN Amro Asset Management.
Segundo ele, o deslocamento do pico inflacionário será quase inevitável por causa da guerra de liminares que a Justiça vem concedendo contra os reajustes das tarifas de energia elétrica e telefonia e de novas taxas, como a de iluminação pública, no caso da cidade de São Paulo.
O reajuste da telefonia fixa está suspenso em todo o País. Em relação à energia, no Paraná, o governo do Estado autorizou desconto de 25% para os consumidores que pagarem em dia suas contas de luz. Isso praticamente anulou o reajuste de 23% aplicado pela Copel nas suas tarifas. A Justiça paulista também suspendeu a cobrança da taxa de iluminação pública pela Prefeitura de São Paulo.
Por conta disso, afirmam os analistas, ainda não se sabe como os institutos que acompanham a variação dos preços ao consumidor farão para captar o efeito do não pagamento da taxa nos seus índices. Para os casos de liminares concedidas pela Justiça ainda cabem recursos, o que fará com que mais cedo ou mais tarde a inflação seja afetada, afirma Mosca.


