Liminar suspende leilão de empresas do Bamerindus
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sexta-feira, 16 de janeiro de 1998
Agência Estado São Paulo 
O leilão da Inpacel - Indústria de Papel Arapoti S/A - e da Bamerindus Agro-Florestal Ltda., marcado para hoje na Bolsa de Valores do Rio, foi suspenso ontem por liminar concedida pela juíza substituta da 14ª Vara Federal em São Paulo, Leila Paiva, em ação impetrada pela Associação Brasileira dos Investidores Minoritários do grupo Bamerindus - que está em regime de liquidação extra-judicial. Os acionistas contestam o preço mínimo fixado para as empresas, alegando que a avaliação dos ativos não representa sua realidade patrimonial. A juíza concedeu a liminar em razão do risco de dano irreparável ou de difícil reparação ao patrimônio dos associados.
O preço mínimo fixado para a Inpacel é R$ 10 milhões. A empresa tem dívida de R$ 299 milhões junto ao BNDES e Banco do Brasil. O preço da BAF é R$ 74 milhões. Mas o patrimônio das duas companhias juntas chega a cerca de R$ 800 milhões. A Inpacel tem capacidade de produção de 160 mil toneladas de papel revista por ano. Ela está operando e mantém exportações para a Europa e Estados Unidos. A BAF, que é fornecedora da Inpacel, tem uma reserva de 55 mil hectares de terra.
A Bolsa do Rio manterá hoje o esquema para a realização do leilão de venda, marcado para às 10 horas, para garantir a estrutura para o caso de o Banco Central cassar a liminar. O BC deve recorrer hoje cedo, junto ao TRF de São Paulo.


