Curitiba - Um mercado que movimenta cerca de R$ 600 milhões por ano tem levado as principais editoras de listas telefônicas do País a uma disputa judicial sem precedentes. O novo round dessa briga foi vencido pela Editel Listas Telefônicas, que obteve vitória preliminar contra a concorrente Telelistas.
Decisão do juiz da 1 Vara Cível de Curitiba proíbe a Telelistas de veicular a marca da operadora de telefonia Brasil Telecom em toda a publicidade, impressos e nas listas telefônicas da empresa. O despacho, em caráter liminar, proíbe ainda que os contratos de publicação de anúncios em novas edições de listas de Curitiba e do interior do Estado sejam cobrados em conta telefônica.
Para o advogado da Editel, Cláudio Cesar Pinto, a vinculação da marca da operadora no catálogo da Telelistas fere a legislação em vigor. ''A Telepar Brasil Telecom e a Telelistas não estão cumprindo a lei 9.472/97, que proíbe que a operadora explore a atividade comercial de listas telefônicas'', diz o advogado.
Cláudio Cesar Pinto afirma ainda que com a decisão judicial, a Telelistas não poderá distribuir os catálogos no Interior do Estado. Na Capital, as listas já foram entregues aos assinantes da operadora. ''A decisão da 1 Vara Cível mostra que a concorrência não estava sendo feita de forma leal'', enfatiza.
O presidente da Telelistas, Milton Kelmanson, contesta a argumentação do advogado da Editel e garante que a empresa vai recorrer da decisão e anular em instância superior a decisão do juiz da 1 Vara Cível.
Segundo ele, tanto a Editel como a Listel vêm perdendo receita desde que sua empresa começou a atuar no mercado e por isso apelam à Justiça para assegurar mercados antes cativos. ''Essas empresas que têm suas matrizes no Exterior (Editel na Colômbia e Listel nos Estados Unidos) devem fazer da arena de batalha o mercado e não a Justiça'', critica.
Atualmente, de acordo com Kelmanson, a Telelistas detém 60% do mercado nacional de listas telefônicas, conta com 250 mil clientes e tem uma receita anual de R$ 250 milhões.
A Brasil Telecom foi procurada ontem pela reportagem da Folha para dar sua versão sobre o caso, mas se restringiu a informar que o assuntoestá sendo analisado pelo departamento jurídico.

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