Cláudia Lopes
De Londrina
O diretor-geral da Sociedade Operadora de Mercado de Ativos (Soma), Romeu Pasquantonio, disse ontem à Folha, por telefone, que a liminar que proíbe a venda do restante das ações da Sercomtel não deve impedir que os acionistas minoritários da operadora negociem seus papéis na Soma. Para isso, é preciso apenas que a empresa consiga o registro de capital aberto na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Sercomtel, que entrou com o pedido no início de fevereiro, aguarda decisão da CVM.
‘‘Com a liminar, o município fica impedido de vender ações mas a Copel não’’, afirmou Pasquantonio. Atualmente, a Soma negocia ações de 34 empresas de telecomunicações. ‘‘Estes papéis sempre despertam o interesse dos investidores’’, disse. A liminar foi concedida na última quarta-feira pelo desembargador Octávio Valeixo, do Tribunal de Justiça (TJ). Nos próximos dias, o procurador do município, Osmar Vieira da Silva, deve recorrer na justiça.
Para o presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, esta liminar pode inviabilizar a empresa a médio prazo. Segundo ele, somente através da negociação das ações a Sercomtel vai conseguir se capitalizar para enfrentar a competição decorrente da abertura do mercado.
Pavan afirmou que as questões políticas não poderiam prejudicar a empresa. ‘‘Ninguém está olhando por este lado. Não adianta determinado segmento ou cidadão satisfazer sua ânsia política sem olhar para o futuro da empresa, que é o maior patrimônio do município’’, disse. ‘‘Se não estiver aparelhada, a Sercomtel tende a morrer no futuro’’.

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