Maringá - Os frigoríficos na região de Maringá estão conseguindo na Justiça o direito de abater bois e manter as atividades normais. Ontem, o Frigorífico Amambaí obteve liminar deferida pela juíza Denise Hammerschmidt, da 5ª Vara Cível de Maringá, autorizando o transporte do gado apenas com a comprovação de vacinação contra a febre aftosa e notas fiscais.
De acordo com a dos direção da empresa, o frigorífico ficou terça e quarta-feiras sem abater, já que na segunda-feira - primeiro dia da greve dos funcionários da Seab - a empresa já estava com toda documentação em dia dos animais. Segundo ele, o frigorífico volta hoje às atividades normais.
O Amambaí abate diariamente 700 cabeças de gado, tem cerca de 700 funcionários e 90% de toda produção do frigorífico é exportada para vários países do mundo, especialmente para Israel. A direção da empresa não quis revelar o prejuízo do frigorífico nos dois dias de paralisação das atividades, afirmando que a principal consequência da greve é o risco de problemas sanitários dos animais do Paraná.
Em Paranavaí, o gerente do Frigorífico Margem, Roberto Silva, disse que a greve dos funcionários da Seab está provocando ‘‘grandes’’ prejuízos ao setor. Ele também não quis revelar o valor, mas informou que na terça e quarta-feiras os funcionários do frigorífico trabalharam parcialmente. Ontem, entretanto, não houve abate. Silva entrou com mandado de segurança com pedido de liminar e aguardava para hoje a liberação do abate sem as guias expedidas pela Seab.
Roberto Silva informou que o frigorífico tem cerca de 500 funcionários, abate aproximadamente 750 bois por dia e 50% de toda produção também é exportada.

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