Liminar em SP volta a suspender venda do Banespa
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terça-feira, 09 de maio de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Ainda não será dessa vez que o governo avançará na privatização do Banespa. No fim do dia, ontem, quando já era grande a expectativa com a abertura, prevista para hoje, dos data-rooms salas com informações detalhadas do banco , tudo voltou a ser suspenso pela Justiça Federal em São Paulo. Para embolar ainda mais a venda do banco, a Justiça declarou nula a lista de bancos já pré-qualificados para participar do leilão.
Por volta das 18h, o juiz substituto da 15ª Vara Federal de São Paulo, Marcelo Guerra Martins, aceitou pedido de liminar do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Meia hora depois, o Banco Central e a Advocacia Geral da União recebiam por fax a intimação para que a decisão fosse cumprida. A liminar suspende o processo e proíbe a abertura dos data-rooms.
A decisão do juiz Guerra Martins baseou-se no argumento de que o governo desrespeitou decisão judicial quando, em 4 de abril, divulgou a lista dos bancos pré-qualificados a participar do leilão. Naquela data o juiz titular da 15ª Vara Federal, Marcelo Mesquita Saraiva, concedeu liminar, também ao sindicato dos bancários, suspendendo os efeitos do edital de privatização. O juiz Guerra Martins considera que tudo o que ocorreu a partir de 4 de abril não é válido, até mesmo a divulgação do novo cronograma de venda.
Um batalhão de funcionários de bancos, assessores e advogados estava com tudo pronto para ocupar as salas de informações do Banespa a partir das 8h30 de hoje. O primeiro pelotão, que entraria hoje, seria composto pelos bancos Itaú, Unibanco, Santander e Bilbao Vizcaya Argentaria. O segundo com Bradesco, Citibank, Safra, HSBC e BankBoston teria acesso às informações na próxima semana.


