Agência Estado
De São Paulo
Desde a semana passada, as ligações de longa distância nacionais e internacionais feitas por meio da Embratel em todo o território nacional estão mais caras. O custo das chamadas internacionais ficou cerca de 16% mais alto por conta de dois aumentos de impostos determinados pelo governo: o início da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o aumento da alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), de 2% para 3%.
Esse aumento havia sido anunciado em fevereiro de 1999. Mas, no ano passado, as operadoras podiam compensar a alta de um ponto porcentual na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), evitando o repasse para o consumidor. Em outubro, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, suspendeu essa compensação e, por isso, a Embratel decidiu repassar o imposto integral ao consumidor, encarecendo a conta final.
Já na Telefônica, somente no valor das ligações locais já estão embutidos o ICMS e o aumento da Cofins, desde o começo do mês. As chamadas de longa distância continuam com Cofins de 2%. Segundo a assessoria de imprensa, não está descartada a possibilidade de transferir os custos para os usuários.
Um exemplo do aumento: uma ligação internacional de 5 minutos, feita pela Embratel, do Brasil para Espanha, França, Itália ou Inglaterra está saindo por R$ 10,29. Antes, a mesma ligação saía por R$ 8,81. No Estado de São Paulo, um DDD também de 5 minutos de São Paulo para Ribeirão Preto, feito pela Embratel, sairá por R$ 1,00; e pela Telefônica, po R$ 0,98.
Na terça-feira, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) encaminhou uma carta à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) questionando os reajustes de tarifa anunciados pela Embratel. No documento, o Idec solicitou que os usuários sejam informados de maneira clara sobre os motivos e os porcentuais do reajuste. Isso porque a entidade considera insuficiente o comunicado feito pela Embratel por meio da imprensa no dia 8.

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