Líderes selam acordo para corrigir IR
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quarta-feira, 28 de novembro de 2001
Agência Estado <br> De Brasília 
Os líderes do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), e do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA), além dos líderes oposicionistas na Câmara e do deputado Delfim Netto (PPB-SP), assinaram ontem um acordo que corrigirá a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 20%. Essa aliança conta com 315 votos, excedendo, portanto, os 257 necessários para aprovar a proposta. ''Entre o Planalto e o eleitor, eu fiquei com o eleitor'', disse Inocêncio. Geddel afirmou que seu partido havia atendido a todos os pedidos da equipe econômica nos últimos sete anos, exatamente para poder dar um alívio à classe média. ''Não aceitamos que haja uma verdade única, a verdade da equipe econômica'', disse. Também o presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MT), havia engrossado o coro, afirmando ser ''injusto'' o congelamento da tabela do IR nos últimos seis anos.
Por essa razão, os articuladores do governo iniciaram a semana preocupados com o possível surgimento de uma ''maré'' favorável à correção da tabela. A formalização do acordo indica que os temores não eram infundados. Também é significativa a adesão do deputado Delfim Netto, que é relator do projeto de emenda constitucional que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), cujas receitas são fundamentais para o equilíbrio das contas federais.
O projeto que corrige a tabela do IR, de autoria do senador Paulo Hartung (PPS-ES), já foi aprovado no Senado e nas comissões da Câmara e prevê uma correção de 35,29%. Mas a proposta, se for aprovada com esse índice, será vetada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Por isso, surgiu o ''acordão'' na Câmara, uma aliança entre PFL, PMDB e partidos de oposição, propondo 20%.


