Lideranças de Apucarana, município que concorre para sediar uma termelétrica do Norte do Estado, ficaram satisfeitos com a posição do presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) de Londrina, Luiz Eduardo Cheida, que disse ser contra a instalação da usina em Londrina em entrevista publicada ontem pela Folha. Cheida considera a térmica uma tecnologia suja, que devasta o meio-ambiente.
‘‘Uma possível desistência de Londrina aumentaria nossas chances’’, afirmou o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Apucarana (ACIA), Armando Boscardin. Há três anos a entidade vem tentando garantir a construção da termelétrica naquele município. Comitivas de empresários organizadas pela ACIM foram três vezes a Brasília para discutir o assunto com o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho.
Boscardin argumentou que a construção de uma termelétrica garantiria o gasoduto em Apucarana, reduzindo o custo das indústrias e alavancando a economia da região. ‘‘A usina também vai garantir o fornecimento de energia elétrica, em casos de blecautes’’.
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, preferiu não emitir opinião sobre o assunto. Ele está se informando sobre os prós e contra da instalação da terméletrica antes de se manifestar. Ontem, Micheleti recebeu o deputado estadual José Maria Ferreira (PSDB) em seu gabinete, que defendeu a construção da usina em Londrina.
O presidente da Compagas, Antonio Fernando Krempel, declarou ontem, através de sua assessoria de imprensa, que a Companhia não trabalha com a hipótese de desistir da termelétrica. ‘‘A usina será a âncora do gasoduto, seja vindo de Pitanga ou um ramal do Bolívia-Brasil via Penápolis’’, afirmou(C.L.).

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