Curitiba - O governo do Estado está tentando por um fim na greve do Porto de Paranaguá que, se mantida, já entra hoje no sétimo dia. Ontem à noite, o governador Roberto Requião (PMDB) recebeu uma comissão de líderes de entidades, que representam patrões e empregados do porto, na Granja do Canguiri, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, onde está morando atualmente.
Os representantes dos sindicatos dos operadores portuários, portuários, estivadores, arrumadores e da Intersindial estavam acompanhados do prefeito de Paranaguá, Mário Roque (sem partido) e do superintendente do porto, Eduardo Requião. Eles iriam tentar solucionar o impasse gerado com a greve.
Durante toda a tarde ocorreram várias reuniões em Paranaguá que não resultaram em acordo para o fim da paralisação. Uma das reuniões foi com a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) que tentou convencer os empresários a voltarem ao trabalho. Em outra reunião, o prefeito Mário Roque tentou negociar com o superintendente Eduardo Requião uma solução para o conflito. O encontro também foi infrutífero.
Paralelamente às negociações, a equipe técnica do Porto de Paranaguá recebeu os técnicos da Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) para analisar as propostas das entidades para melhorias de logística do porto. A discussão ficou restrita à equipe técnica. A preocupação é reativar o porto o mais rapidamente possível já que as entidades reconhecem que é inviável desviar totalmente a carga escoada por Paranaguá para outros portos brasileiros. O Porto de Paranaguá é considerado o maior terminal graneleiro do mundo.
A Polícia de Paranaguá começou ontem a ouvir os primeiros depoimentos no inquérito instaurado para apurar as responsabilidades sobre a paralisação no porto. Fora ouvidos o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop), Edson Cesar Aguiar, o dirigente do Terminal de Contêineres do Porto (TCP), Mauro Marder e Luis Sergio da Silva, da Rodosafra, que representa a massa falida Olvepar. A Olvepar está sendo investigada pela Justiça por vender créditos indevidos à Companhia Paranaense de Energia (Copel), numa operação duvidosa para as duas empresas, episódio ocorrido durante o governo Jaime Lerner (PSB).
Ninguém assumiu a responsabilidade pelo início da paralisação. Os trabalhadores estão dando sinais de cansaço do movimento. Os estivadores estão prontos para o trabalho mas não recebem as ordens de serviço. Os trabalhadores do porto que foram convocados também se apresentaram ao serviço, informou a assessoria do porto.

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