Nove líderes da coalizão Aliança assinaram o pacto fiscal com o governo da Argentina depois que os governadores peronistas deixaram a mesa de negociação, ontem. O pacto fiscal com as províncias – que inclui o congelamento dos gastos – é uma das exigências do FMI para a concessão de um novo programa de crédito a Argentina.
O acordo assinado entre 8 governadores e o prefeito da cidade de Buenos Aires, fixa gastos e divide impostos por cinco anos. Os peronistas, que controlam 14 das 23 províncias do país, tinham viagem marcada para Calafate, na província de Santa Cruz, onde iriam buscar consenso do partido antes de assinar o pacto.
A ampliação das exigências de governadores do Partido Justicialista (peronista) havia feito fracassar, na madrugada de quinta-feira, um acordo entre o governo e as Províncias para a assinatura de um novo pacto fiscal, condição prévia para concluir as negociações de uma ajuda financeira de US$ 20 bilhões (incluindo recursos internos) que o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento preparam para a Argentina.
De nada serviram os apelos do chefe de gabinete do governo, Chrystian Colombo, e do ministro José Luis Machinea para sensibilizar a classe política do país. Nem mesmo o argumento de que a maioria das 24 províncias precisa financiar seu nível de endividamento – apenas as províncias de Santa Cruz e San Luis são hoje auto-suficientes financeiramente. Para piorar o quadro, membros da Aliança (UCR e Frepaso) começaram a criticar (também só agora) o pacote de medidas que muda o sistema de previdência social.

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