Entidades rurais do Paraná estão determinadas a consolidar a idéia de ‘‘só eleger representantes que defendam a classe agropecuária’’. Ontem de manhã, dirigentes de quatro dessas entidades deram entrevista coletiva no Sindicato Rural de Londrina para apresentar as conclusões da reunião de quarta-feira à noite em que consultaram seus associados e outras lideranças sobre ‘‘o que fazer no dia 4 de outubro’’.
Foi apresentado à imprensa um ‘‘Manifesto’’ que traduz o compromisso de votar em candidatos verdadeiramente identificados com causas da produção. Essas causas também estão expressas no documento, destacando-se as reformas fiscal, tributária, legislação trabalhista e política. O presidente do Sindicato Rural de Londrina, Edison Mazei Ponti, observou que só as reformas fiscais desoneram os custos agrícolas em 13%.
À entrevista ontem compareceram os presidentes da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Ywao Miyamoto; do Sindicato Rural, Edison Ponti; da Sociedade Rural, Francisco Galli e o vice, Edson Neme Ruiz, e o presidente da Associação Norte Paranaense de Horticultores, João do Prado Souza. Essas lideranças e o agrônomo e produtor Antônio dos Santos Filho formam o grupo que recebeu a delegação para falar e articular em nome dos produtores.
O manifesto O manifesto, aprovado na reunião de quarta-feira, propõe entre outras ações, ‘‘aperfeiçoar a organização da classe produtora para em futuras eleições, promover e apoiar candidatos que efetivamente a representem, para que não haja dificuldade de opção, como acontece hoje.
Uma das recomendações da comissão - extraídas da reunião de quarta-feira e expressa no manifesto -, é para que os eleitores usem como critérios de seleção para escolha dos candidatos: a) histórico de votação a favor das causas agropecuárias; b) histórico de participação de entidades em defesa da agropecuária; c) compromisso com as reformas fiscal, tributária, trabalhista e política.
Os dirigentes acreditam no resultado imediato da mobilização, por várias razões. Edison Ponti disse ter sentido entre os agricultores a expectativa em relação a uma postura da classe nas eleições. Iwao Miyamoto acha que é possível ativar o interesse dos agricultores. ‘‘Temos um potencial inerte e esse é o grande chamamento que vai dar vida e potencializar o voto’’. Galli e Edson Neme Ruiz, falam que algum tipo de articulação já vinha sendo feito e o eleitor rural já vacinado com candidatos que, nas eleições, falam o que o agricultor quer ouvir, mas só ficam no discurso. Perguntados até que ponto as entidades ‘‘mandam’’ no voto do associado, os entrevistados explicaram que hoje os produtores estão conscientizados de que devem analisar bem os candidatos. Quando isso acontece os votos de todos - conscientes - convergem para os interesses da categoria. É só uma questão de reflexão e não de exercício de influência.Dorico da SilvaManifestoMiyamoto, Prado, Ponti, Galli e Neme, na coletiva de ontem: voto pela agricultura e candidatos comprometidos com a produção agrícolaDa Redação

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