Lideranças querem Londrina na lei do Pólo Têxtil
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quarta-feira, 28 de maio de 1997
Cláudia Lopes 
Empresários do setor de confecções de Londrina querem que a cidade seja inserida na lei de criação do Pólo da Indústria Têxtil e da Confecção do Paraná. Liderado por Maringá, o pólo tem como objetivo implementar, profissionalizar e desenvolver a indústria têxtil e de confecção daquela região.
A lei prevê uma série de incentivos fiscais como prazo de 48 meses para o recolhimento de 100% do ICMS das empresas que se instalarem no Complexo Industrial Têxtil e da Confecção; disponibilização de uma linha de crédito específica para empresas situadas dentro do pólo (para novos investimentos e de suporte à produção atual); montagem de um estande na Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit) com o tema Paraná, que concentre os confeccionistas da região. Na lei, de autoria do deputado estadual Joel Coimbra (PDT), as cidades consideradas como principais do setor são Maringá, Cianorte, Campo Mourão, Umuarama, Assis Chateaubriand, Paranavaí e Apucarana.
O presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário no Estado do Paraná (Sivepar), José Antonio e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Abílio Medeiros, devem enviar ofícios hoje ao governador Jaimen Lerner e deputados estaduais solicitando a inclusão da região de Londrina na lei, que está em processo regulamentação.
É justo que Londrina, que tem mais empresas de confecções que Maringá e Cianorte juntas, também tenha acesso aos incentivos, entende Medeiros. Segundo o presidente do Sivepar, em Londrina existem 800 indústrias do setor. Na região, são mais de duas mil indústrias de confecções, calcula. Além disso, temos curso superior de moda na Universidade Estadual de Londrina (UEL), diz Medeiros, que defende a integração regional do setor pela proximidade das cidades, principalmente Londrina e Maringá.
Cavicchioli diz que, receber os incentivos previstos nesta lei é importante para as indústrias de Londrina, que procuram seu caminho para a retomada da produção. Antes da implantação do Plano Real, haviam mil empresas do setor em Londrina. Perdemos 200 indústrias e cerca de dez mil postos de trabalho nos últimos três anos. Estes empregos podem ser retomados se tivermos acesso a incentivos fiscais e linhas de financiamentos. Em Maringá, existem 489 indústrias de confecções. Em Cianorte, são 280.
Na prática, o trabalho conjunto entre o Sivepar, o Sindicato das Indústrias do Vestuário (Sindivest) de Maringá e o Sindivest de Cianorte já está sendo realizado. Na próxima segunda-feira, os três sindicatos lançam a Feira Moda Paraná, que será realizada em agosto em Maringá. No próximo ano, o evento acontece em Londrina e, em 1999, em Cianorte. A Moda Paraná substituirá a Londrina é Moda (Londrina) e a Feipar (Maringá). Na segunda-feira, também começa a funcionar a Câmara Setorial do Pólo de Confecções do Norte e Noroeste, completa Cavicchioli.


