Líder cubano recebeu o chanceler da Itália
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terça-feira, 19 de novembro de 1996
France Presse 
ROMA - Um dia de encontros políticos. Assim foi a segunda-feira do presidente cubano Fidel Castro, que se reuniu em seu quartel geral de Roma com dirigentes comunistas e ex-comunistas, além do chanceler italiano Lamberto Dini, com os quais abordou o escabroso tema das liberdades democráticas em Cuba.
Castro, que chegou sábado a Roma para participar da Cúpula da FAO, recebeu ontem no hotel onde está hospedado, na periferia da capital, o presidente e o secretário dos comunistas ortodoxos do partido da Refundação Comunista, Fausto Bertinotti e Armando Cossutta e o secretário do Partido Democrático da Esquerda (PDS, ex-partido comunista) Massimo DAlema.
Pouco depois foi a vez do ministro das Relações Exteriores, Lamberto Dini, que conversou com Castro durante 45 minutos.
Fidel Castro se mostrou aberto ao diálogo, disse Dini ao sair do encontro. Com isto todos nós podemos ganhar, tanto a Europa como os Estados Unidos, acrescentou. No entanto, seria conveniente que a intensificação das relações econômicas entre Europa e Cuba, que poderiam ser consolidadas com um acordo em estudos, seja acompanhada de um avanço em matéria de direitos democráticos e direitos dos cidadãos, estimou Dini.
Castro falou dos direitos civis sem dificuldade já que considera os métodos, os critérios e as regras que existem em Cuba mal compreendidas e que, ao contrário do que se pensa, têm grande apoio da parte dos cubanos, explicou Dini.
A questão dos direitos democráticos e civis também foi abordado durante o encontro com Bertinotti e Cossutta. Falamos das relações entre Estados Unidos e Europa e dos problemas da globalização, explicou Bertinotti, acrescentando que só depois de terminar com o embargo imposto a Cuba há quase 35 anos pelos Estados Unidos, será possível discutir amplamente as condições políticas e civis internas. E se disse também convencido da necessidade de que se realizem em Cuba algumas reformas democráticas.


