Licitação para porto sai em 30 dias
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sexta-feira, 06 de julho de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba- O edital de licitação para a dragagem do Canal da Galheta, canal de acesso ao Porto de Paranaguá, deve sair em 30 dias. A comissão especial de dragagem realiza a última reunião de trabalho na segunda-feira e deve apresentar o relatório final que vai apontar o volume de material a ser dragado. A partir desta informação será definido o valor que o serviço vai custar para a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). O projeto precisa passar pelo crivo da administração portuária e da Capitania dos Portos. O trabalho foi dividido em três fases e a previsão é encerrar tudo até 2010.
Na primeira e segunda fases, será realizada a dragagem de manutenção. A fase um abrange os trabalhos a curto prazo para cumprir a legislação e dar condições de segurança à navegação. A fase dois foi chamada de Projeto Básico e prevê dragagens de manutenção para atingir o calado e altura necessários aos portos.
E a terceira fase prevê uma dragagem de aprofundamento, que será realizada a longo prazo. Segundo o presidente da comissão e diretor-presidente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez Moraes e Silva, o preço do serviço vai depender do local no qual será depositado o material dragado. Na área externa da baía, há a sugestão da Área Circular Externa para o depósito dos sedimentos. Na parte interna da baía há duas alternativas, um local no extremo leste do cais e outro em Antonina, no fundo da Ponta do Félix.
As fases um e dois serão realizadas com recursos da Appa que tem hoje R$ 280 milhões em caixa. Para a fase 3 podem ser utilizados recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal que destinou mais de R$ 1 bilhão para dragagem nos portos brasileiros.
A empresa de dragagem Somar tinha sido escolhida no ano passado para iniciar os trabalhos mas, devido a vários impedimentos apontados pela Marinha não pôde executar o serviço. Esta companhia ainda discute judicialmente o pagamento dos dias que a draga ficou parada no Porto de Paranaguá. A empresa foi contratada para dragar 2,8 milhões de metros quadrados por R$ 15,6 milhões. O superintendente da Appa, Eduardo Requião, disse que não vai pagar a Somar. Segundo ele, o valor seria devido pela Capitania dos Portos porque foi esta entidade que impediu que o trabalho fosse realizado.


