Licitação para 8 usinas atraiu 34 interessados
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) qualificou 34 dos 55 interessados, entre empresas nacionais e estrangeiras, isoladas ou em consórcios, para participar do leilão no dia 28 de junho, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, para construção e operação de oito usinas hidrelétricas. A relação dos pré-qualificados será divulgada hoje no Diário Oficial. Segundo a Aneel, as obras das usinas necessitarão de investimentos privados de cerca de R$ 3,5 bilhões.
As novas hidrelétricas serão construídas no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e Tocantins e devem entrar em operação em até sete anos. A energia elétrica gerada pelas oito usinas deverá atender cerca de 24 milhões de habitantes.
Grandes grupos nacionais e internacionais estão habilitados para participar da licitação. Constam da relação, entre outros, a americana Duke Energy, a belga Tractebel, as estatais Copel e Cemig e a Companhia Vale do Rio Doce e a Votorantim.
No total, ao longo do período de concessão (35 anos) serão arrecadados R$ 20 milhões referentes a compensação financeira. Estão sendo licitadas as usinas Fundão e Santa Clara, localizadas no rio Jordão, no Paraná. Também entram na concorrência a usina Corumbá III, no rio Corumbá, em Valparaíso (Goiás), a Usina de São Jerônimo, no rio Tibagi, em São Jerônimo da Serra (Paraná).
O quarto grupo a ser licitado será a usina Baú I, no rio Doce, municípios de Santa Cruz do Escalvado e Rio Doce, em Minas Gerais. Localizada no rio Uruguai, municípios de Alpestre (Rio Grande do Sul) e Águas do Chapecó (Santa Catarina), será construída a Usina Foz do Chapecó. A usina terá potência de 855 MW, com início de operação em até sete anos e investimentos de R$ 1 bilhão.
Outra a ser licitada será a usina Serra do Facão, localizada no rio São Marcos, municípios de Catalão e Davinópolis (Goiás). A última será a usina de Peixe Angical, no rio Tocantins, municípios de Peixe e São Salvador (Tocantins), com 452 MW de potência, início da operação em até seis anos e investimentos privados de R$ 1 bilhão. (AE)





