Licitação do Porto Seco será aberta ainda no 1º semestre
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sexta-feira, 23 de maio de 1997
Carina Paccola 
Arquivo FolhaPrazo curtoO presidente da Acil, Abílio Medeiros: Se não aparecer interessados, a Receita Federal encerra o processo e Londrina nunca mais poderá pleitear o porto secoO edital de licitação para implantação da Estação Aduaneira Interior (Eadi) em Londrina deverá ser lançado ainda neste primeiro semestre, segundo o auditor da Receita Federal em Curitiba, Francisco Niesciur, que integra a comissão de auditores da RF formada para elaborar o estudo de viabilidade do porto seco no Município.
Ele explica que o estudo foi encaminhado para a Coordenação do Sistema Aduaneiro em Brasília, que deve dar parecer sobre o material dentro de 30 dias. A documentação será então analisada pela Procuradoria Jurídica do Paraná e pelo Tribunal de Contas. Se estiver tudo certo, aí será lançado o edital, diz Niesciur.
O prazo para os interessados apresentarem suas propostas será de 45 a 90 dias, segundo Niesciur. Ele acredita que o estudo deverá voltar de Brasília sem correção a ser feita, já que foi elaborado dentro das normas.
A proximidade da abertura de licitação está mobilizando a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), que querem alertar os empresários interessados em participar da licitação sobre a exiguidade do tempo. Se não aparecer interessado na licitação, a Receita Federal encerra o processo e Londrina nunca mais poderá pleitear o porto seco, diz Abílio Medeiros, presidente da Acil. Ele pensa em reunir empresas interessadas em administrar o porto seco para debater o assunto.
O temor de Medeiros se sustenta com a opinião do consultor Marcos Antônio Valêncio, que participou da implantação do porto seco em Maringá e foi contratado pela Acil para assessorar a entidade no processo em Londrina. Muitas empresas de Londrina desconhecem que se trata de uma estação aduaneira que será administrada pela iniciativa privada. E podem não se candidatar por falta de informação. As grandes empresas de fora, que já administram algumas aduanas, podem não se interessar em concorrer em Londrina por não conhecerem aspectos econômicos da região, diz Niesciur.
O consultor afirma que Londrina tem empresas com condições e interesse em participar da licitação. As empresas têm que se mobilizar para isso. Na opinião de Niesciur, o processo de implantação hoje esá mais fácil. Na época da Eadi de Maringá, em 1989, havia alguns critérios, que foram eliminados agora. As empresas hoje têm condições de montar aduana com custo hoje mais baixo, o que garante retorno mais rápido ao investimento.


