Licitação de consultorias abre nova fase na Sercomtel
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segunda-feira, 29 de setembro de 1997
Bety Fagundes Londrina 
Arquivo FolhaA hora é agoraO presidente da Sercomtel, Rubens Pavan: Precisamos definir com cuidado e urgência o que é melhor para a empresa em termos de mercado A licitação pública para que uma empresa de consultoria avalie o patrimônio da Sercomtel e o seu potencial competitivo marca uma fase importante na vida da empresa. O presidente da Sercomtel Telecomunicações S.A., Rubens Pavan,
afirma que os três consórcios já cadastrados na Prefeitura de Londrina podem dar início a um processo irreversível, o de privatização da empresa.
As propostas de trabalho das consultorias - acompanhadas de orçamento e documentação - foram entregues à Divisão de Licitação da Prefeitura no último dia 24 por empresas estrangeiras respeitadas no mercado, como a norte-americana Salomon Brothers e o banco alemão Deustsche Bank S.A.
Rubens Pavan explica que o compromisso do vencedor é apontar uma direção, avaliando o patrimônio, o preço, sugerindo, se for o caso, um modelo de privatização. Esse estudo é fundamental para decidirmos o futuro da empresa, que pode ser a privatização, parcial ou total, destaca.
Não somos os únicos a fazer isso; há poucos dias, o Rio Grande do Sul abriu licitação com o mesmo objetivo, e a Telebrás publica em outubro a sua licitação, comenta Pavan. Chega um momento que precisamos fazer alguma coisa nesse sentido, e esse momento é agora; o importante é fazer logo, sair na frente até do monopólio federal.
Pavan argumenta ainda que há um consenso mundial de que a privatização do setor de telecomunicações é um processo irreversível. No caso da Sercomtel, precisamos definir com cuidado e urgência o que é melhor em termos de mercado, observa o superintendente.
Antes, porém, de qualquer decisão sobre o rumo que vai tomar, a empresa terá que resolver uma pendência. A Sercomtel é alvo de ação popular e civil contra a privatização. Pelo que conta o superintendente da ex-autarquia municipal, não haverá problema. Ele acredita que logo a Justiça dará o seu parecer e a Sercomtel poderá, finalmente, se preparar para um mercado globalizado, em outras condições.


