O governador Jaime Lerner homologou ontem o resultado da concorrência pública que classificou a Booz Allen & Hamilton e o consórcio Diamante para realizar a avaliação e modelagem da desestatização da Copel. Os contratos entre o Estado e as empresas serão assinados nos próximos dias.
Nenhum concorrente envolvido na licitação entrou com recurso na Justiça contestando o resultado do processo de escolha dos avaliadores da Copel, divulgado no último dia 11. ‘‘A ausência de recurso judicial questionando o resultado da licitação é a maior prova da lisura desse processo’’, avalia Lúcia Biscaia, responsável pela Comissão Especial de Licitação.
Para a execução do serviço ‘‘A’’, de avaliação da Copel, a empresa Booz Allen & Hamilton, única concorrente, foi a escolhida. Para o serviço ‘‘B’’, que, além de mais uma avaliação, compreende a modelagem da venda, foi habilitado o consórcio Diamante, liderado pela Kleinwort Benson do Brasil.
Dos quatro grupos que apresentaram documentos para participar da licitação pública, apenas um foi inabilitado antes da abertura das propostas comerciais. O grupo comandado pelo Banco HSBC não enviou documentação comprovando a experiência do líder quanto à participação em outros processos de desestatização.
A partir da assinatura do contrato, a Booz Allen & Hamilton têm 120 dias para fazer a avaliação econômica e financeira da Copel. O consórcio Diamante tem prazo maior, de 210 dias, porque além da avaliação econômica e financeira fará também a modelagem e a preparação para a venda da empresa.
A Booz Allen & Hamilton receberá R$ 749 mil para executar o serviço A, 25% menos do que o teto de remuneração estabelecido pelo edital que era de R$ 1 milhão. O consórcio Diamante vai receber R$ 543 mil mais 0,16% do valor total de venda para realizar a avaliação e modelagem da privatização. No edital da concorrência a comissão máxima foi fixada em 0,20% e o preço máximo do serviço em R$ 2,5 milhões.

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