Licitação da Cidade Industrial só deve sair depois do período eleitoral
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segunda-feira, 30 de julho de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A Prefeitura de Londrina está terminando de protocolar os projetos arquitetônico, urbanístico e de saneamento da Cilon (Cidade Industrial) no Paranacidade, órgão da Sedu (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano). O empreendimento será construído na avenida Saul Elkind, onde já há uma placa anunciando o que ainda sequer saiu do papel. Segundo o presidente da Codel (Instituto de Desenvolvimento), Bruno Ubiratan, algumas etapas burocráticas necessitam ser vencidas antes das máquinas começarem a trabalhar. "O governo vai fazer o termo de referência, que é importante para a licitação", disse. O certame só deve ser lançado após o término do período eleitoral, em outubro.

Desejo antigo do Executivo municipal, a Cidade Industrial foi concebida na gestão Kireeff e avançou no segundo mandato de Marcelo Belinati (PP). Em julho, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Silvio Barros, liberou R$ 25 milhões para financiamento. Os recursos vêm da Fomento Paraná e deverão ser devolvidos nos próximos anos pela prefeitura. São aproximadamente 250 lotes de dois a seis mil metros quadrados. Enquanto aguarda um aval da Sedu para a publicação do processo licitatório, Ubiratan intermedia o diálogo com empresas que estiverem interessadas em se instalar no condomínio.
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O presidente da Codel garantiu que a área "estará organizada para atrair as indústrias, como rede de água, esgoto e iluminação". No final de 2017, a Câmara autorizou a contratação do crédito estadual. No projeto encaminhado ao Legislativo, a equipe de Belinati apresentou dados do setor industrial para reforçar a celeridade na aprovação da proposta pelos vereadores.
O período de 2010 a 2015 foi caracterizado pela prefeitura como de "desindustrialização". Em cinco anos, a participação industrial no PIB (Produto Interno Bruto) de Londrina caiu 15%. Entre 2012 e 2016, a cidade perdeu 519 indústrias e 5,6 mil empregos neste setor econômico. Com a Cidade Industrial em funcionamento, a expectativa é que a atividade volte a contribuir em até 30% na economia do município.


