Genebra - O Brasil e os demais países exportadores de produtos agrícolas sofrerão, hoje, uma séria derrota na tentativa de liberalizar os mercados agrícolas mundiais. Os negociadores dos 145 países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) teriam até ontem para concluir um acordo sobre o cronograma de liberalização. Mas diante da relutância dos países protecionistas em aceitar reformar seus sistemas, o acordo não será assinado.
O entendimento estabeleceria qual seria o ritmo para o corte de tarifas de produtos agrícolas e como seriam reduzidos os subsídios dados pelos governos aos seus produtores.
Mesmo diante de uma proposta feita pela a OMC de eliminar a ajuda estatal apenas em 2015, os governos da Europa, Japão, Suíça e Coréia se recusaram a aceitar a sugestão. Outro ponto que não foi aceito pelos países protecionistas foi o de redução substantiva das tarifas impostas aos produtos agrícolas.
Segundo estudos feitos pelo Instituto Dinamarques de Economia, a proposta, apesar de ainda não ser tudo o que o Brasil gostaria, geraria ganhos para a economia mundial de US$ 100 bilhões. O comércio mundial de produtos agrícolas também sofreria um aumento de 25%.

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