Porto Alegre O Ministério da Agricultura divulgou, na noite da quarta-feira, a Instrução de Serviço número 29, que revoga as restrições ao trânsito de animais suscetíveis à febre aftosa e produtos de origem animal do Rio Grande do Sul. A medida disciplina as regras de passagem dos produtos por Santa Catarina, já que o Estado mantém a classificação interna de área livre de aftosa sem vacinação, ao contrário do Rio Grande do Sul, que faz a imunização.
A liberação do trânsito é consequência do reconhecimento do Circuito Pecuário Sul (RS e SC) como área livre de aftosa com vacinação pelo Escritório Internacional de Epizootias (OIE), que inha sido suspensa pelos episódios de aftosa registrados no Rio Grande do Sul em 2000 e 2001. A instrução determina a utilização de quatro corredores sanitários para a circulação dos animais e produtos dentro do território catarinense.
Também foi autorizado o ingresso para abate imediato em Santa Catarina de suínos, ovinos e caprinos não vacinados contra a aftosa oriundos dos demais Estados que compõem a zona livre da doença com vacinação. A instrução esclarece que esta zona, reconhecida internacionalmente, é formada pelos Estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal.
O presidente da Federação da Agricultura do Rio Gr ande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, disse que a medida encerra o episódio de aftosa no Estado.

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