Brasília - O governo federal começou a liberar ontem o crédito para a safra 2003-2004 da agricultura familiar. O dinheiro, R$ 5,4 bilhões, foi anunciado no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o lançamento do Plano Safra para Agricultura Familiar, em Brasília. É o maior volume de recursos destinado a esses agricultores na história do País, o que vai permitir aumentar de 970 mil para 1,4 milhão o número de contratos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O crédito será liberado aos poucos, conforme o calendário-safra de cada região.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, destacou a importância da liberação de crédito neste momento. A liberação dos recursos mais cedo vai respeitar o calendário-agrícola das diversas regiões. No Brasil, o calendário-agrícola começa pela região Sul e Centro-Oeste, onde as agências do Banco do Brasil já têm capacidade de operar as linhas do Pronaf. ''Isto é muito importante porque era uma reivindicação histórica dos nossos agricultores receber os recursos no momento apropriado, na data correta, antes ao plantio da sua lavoura'', afirmou o ministro.
No Rio Grande do Sul, um dos primeiros estados a começar o plantio, as 317 mil famílias de agricultores enquadrados no Pronaf já podem acessar, desde ontem, os créditos do programa. ''Nosso compromisso é liberar os recursos anunciados no tempo adequado ao plantio da próxima safra'', disse Rossetto. O MDA calcula R$ 905 milhões em investimentos e custeio para a economia agrícola do Rio Grande do Sul na safra 2003-2004.
A partir deste ano, o agricultor terá mais facilidade na hora de tomar o empréstimo. O formulário para preenchimento de dados está bem mais simples. O trabalhador também vai receber um cartão, válido por até seis anos. Se aplicar o crédito de forma correta e quitá-lo até o vencimento, terá o empréstimo renovado automaticamente. Para o agricultor que ainda tem dívida do crédito rural contraída no passado e, por isso, está impossibilitado de pegar novo empréstimo, o governo está oferecendo a possibilidade de renegociação desse débito. Antes de ir ao banco, ele deve procurar orientação no sindicato de trabalhadores rurais, na associação ou no órgão de assistência técnica, movimentos sociais ou prefeitura de seu município.

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