Curitiba - A liberação da venda de novos chips da Tim, que ocorreu no dia 3 de agosto, foi considerada uma atitude precipitada pelo promotor Maximiliano Deliberador, da Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público Estadual (MP). A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) liberou as vendas, mesmo sem o cumprimento das metas de qualidade por parte da empresa.
Agora, o MP aguarda o resultado de uma ação na Justiça, através da qual pede a suspensão da venda de novos contratos até que a empresa cumpra as metas de qualidade, sob multa diária de R$ 500 mil. A promotoria pede também que a Tim indenize em dobro seus consumidores lesados por eventuais valores cobrados indevidamente. O MP formulou ainda um pedido de danos morais coletivo.
A recomendação do promotor é que os consumidores aguardem o resultado da ação do MP. Mas, segundo ele, nada impede que os problemas que o cliente tiver com a operadora sejam levados para o Juizado Especial Cível ou mesmo para o Procon. Ele destacou que o consumidor também pode mudar de empresa a qualquer momento com a portabilidade. ''A pressão popular é extremamente importante nesta hora'', afirmou.
De acordo com ele, ainda não houve nenhuma denúncia de que as outras operadoras Claro, Oi e Vivo derrubem chamadas dos clientes, como há indícios com a Tim. Estas operadoras também serão alvo de um pedido de investigação do MP.
Em nota, a Tim negou que eventuais quedas de chamadas de seus clientes sejam motivadas por ação deliberada da companhia. A empresa informou, por meio da assessoria de comunicação, que preza pela transparência total com seus consumidores.

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