Captar crédito com instituições financeiras nem sempre foi fácil para o brasileiro. Dificuldades para aprovação, prazos curtos e juros astronômicos eram alguns dos empecilhos que o cidadão enfrentava antes do dinheiro finalmente ser liberado. Porém, na última década, uma revolução no mercado financeiro atrelada à estabilidade econômica brasileira mudaram este panorama. Um estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) aponta que as operações de crédito no País cresceram 446,3% entre 2002 e 2012. Se em junho de 2002 foram liberados R$ 209,5 milhões, no mesmo mês deste ano, o valor atingiu a marca de R$ 1,14 bilhão.

O crescimento mais significativo envolveu os empréstimos para pessoa física. Em 2012, o volume atingiu R$ 545,8 milhões/mês. Em 2002, o número era infinitamente menor - R$ 76,5 milhões - uma elevação de 613,4%. Para a pessoa jurídica o crescimento também foi interessante: de R$ 132,9 milhões para R$ 598,6 milhões, alta de 350,2%.

Coordenador do estudo, o economista Miguel José de Oliveira Ribeiro relata que a ascensão expressiva dos números prova que o País pouco tinha crédito a oferecer. Mas ainda há muito espaço para crescer. ''O valor do crédito passou de 27,2% do PIB em 2002 para 50,6% este ano. O incremento é significativo, mas com um potencial ainda maior. O volume é baixo no País quando comparado às principais economias do mundo, onde os valores ultrapassam 100% do PIB.''

Leia a reportagem completa de Victor Lopes em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

Leia Também:

Facilidade para captação dá segurança aos empresários

Pessoa física é melhor pagador

mockup