Liberação de barreiras depende de laudo oficial
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sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
A notícia de que o Paraná está livre de focos da febre aftosa até agora trouxe apenas alívio. O governo do Estado ainda aguarda um laudo oficial para tomar as devidas providências, como desinterditar as áreas suspeitas, liberar o trânsito de animais e produtos e revogar outras resoluções.
''Nós vamos realizar também um inquérito de sorologia em um raio de 10km das propriedades que estavam sob suspeita, para comprovar que realmente não há atividade viral no Estado'', informa Felisberto Batista, chefe da Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis) da Secretaria de Agricultura.
O Defis vai agora concentrar suas atividades na divisa com o Mato Grosso do Sul e na campanha de vacinação dos animais, em vigor desde o início do mês. ''A meta é realizar a melhor campanha que já tivemos, com 100% dos animais imunizados'', prevê, considerando que a suspeita de foco no Paraná tenha conscientizado os produtores em relação aos riscos e prejuízos decorrentes da doença.
Segundo Orlando Pessuti, vice-governador e secretário da Agricultura, uma das prioridades agora é buscar soluções para a questão dos produtores, bastante prejudicados com o embargo de seus produtos. Sobre a informação de que a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) vai entrar com um pedido de indenização do governo federal no valor de R$ 1 bilhão, Pessuti diz não considerar o valor excessivo, mas que espera que a questão possa ser resolvida extra-judicialmente. ''Acredito que através do diálogo nós consigamos chegar a um entendimento.''
Em palestra realizada ontem de manhã no Anfiteatro Maior do Centro de Ciências Humanas (CCH), na UEL (onde realizou também a entrega de um veículo ao curso de Agronomia), Pessuti considerou que assim como em casos de prejuízos resultantes de estiagem e de baixa nos preços, o governo está buscando maneiras de solucionar também este problema.
Para o vice-governador, a credibilidade da produção paranaense não foi prejudicada. ''Muito pelo contrário. Nós fomos transparentes, divulgando a existência de suspeita desde o primeiro momento, sem esconder nenhuma informação. Essa atitude deu até mais credibilidade ao nosso Estado'', declara.
O governo de São Paulo também está aguardando o laudo oficial para liberar as barreiras com o Paraná. Na próxima semana, esses dois estados estarão reunidos para planejar uma ação conjunta de apoio ao Mato Grosso do Sul. ''Somente com a eliminação dos focos de aftosa existentes é que poderemos liberar as barreiras comerciais impostas por outros países'', justifica.


