‘‘Eu recomendo aos produtores que tenham seus produtos armazenados, que procurem o banco. O dinheiro não estará toda hora disponível nas agências, mas a superintendência do Estado faz o pedido para Brasília e nós faremos o repasse dos recursos’’, aconselhou ontem o ministro da Agricultura, Arlindo Porto, em Santo Antônio da Platina. Ele disse que a liberação de AGF para os produtores está sendo parcelada nos meses de fevereiro, março e abril, já a colheita começou agora. No Paraná, foram liberados R$ 60 milhões para comercialização.
Para o ministro, grande parte dos prejuízos do produtor de milho é pela falta de manejo adequado. ‘‘O produtor, em nível nacional, deixa de receber R$ 1 bilhão com desperdício na hora do manejo’’. A média de desperdício estimada no país é de 6,7 milhões de toneladas por safra. Porto disse que ‘‘talvez por isso o país tenha hoje o menor estoque de milho da história: apenas 3 milhões de toneladas, o que significa um terço do estoque que o Brasil já teve’’.
Para garantir ao produtor a manutenção do preço mínimo, Porto informou que o governo tem cinco estratégias implementadas. A garantia da compra de duas mil sacas por produtor é uma delas, com o pagamento pela AGF. Produtores do Pronaf, também terão compra assegurada. A liberação de EGF para indústria também irá contribuir com o escoamento da safra e a antecipação de outubro para abril e maio do vencimento das dívidas securitizadas, que poderão ser pagas em milho.(Luciane Tonon)

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